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E se o Titan, o submarino, sumisse no Brasil?

  • Foto do escritor: Fernando Costa
    Fernando Costa
  • 26 de jun. de 2023
  • 2 min de leitura

FOTO: Reuters


Imaginem um cenário quase cinematográfico, em que cinco bilionários decidem embarcar em uma aventura subaquática, rumo aos destroços do famoso Titanic. Eles mergulham nas profundezas do oceano, mas em um terrível reviravolta, perdem o contato com o comando e desaparecem. Dias se passam, a angústia se instala e, por fim, chega a terrível notícia: o submarino implodiu.


O desaparecimento dos bilionários deixa o mundo em choque, mas além da tristeza e do mistério, questões jurídicas começam a emergir da sombria profundidade do oceano. O que acontece quando ninguém retorna e nenhum corpo é encontrado? Como a lei interpreta essa situação?


Em um caso como esse, no Brasil, os tribunais recorrerem ao Código Civil para lidar com a situação, através de um processo chamado Declaração de Morte Presumida. É como um tribunal dizendo: "Não temos provas conclusivas, mas dadas as circunstâncias, é altamente provável que essas pessoas tenham falecido."


Enquanto o mundo lamenta a tragédia, as rodas do direito começam a girar em torno do próximo grande desafio: a sucessão. Bilionários não deixam apenas uma lacuna emocional; eles deixam ativos, empresas, investimentos e propriedades que precisam ser administrados e distribuídos de acordo com a lei.


No Brasil, a herança passa diretamente aos herdeiros no instante da morte. Os herdeiros podem ser os parentes mais próximos ou indivíduos nomeados em um testamento, dividindo a herança de acordo com as disposições do Código Civil ou do testamento. Há também a questão do cônjuge sobrevivente e sua participação, que é diretamente afetada pelo regime de bens do casamento.


E quanto às dívidas? Os bilionários também podem deixar dívidas, e essas são transferidas junto com a herança. Os herdeiros podem encontrar-se na desconfortável posição de ter que pagar dívidas, mas apenas até o limite da herança recebida.


E se, por algum milagre, um ou mais dos bilionários ressurgissem das profundezas do oceano, após a partilha da herança? Nesse caso, eles teriam o direito de retomar suas vidas e bens no estado em que se encontravam antes do terrível incidente, na medida do possível.


Este cenário nos lembra que, por trás de cada manchete espetacular e história fascinante, há uma rede complexa de leis e regulamentos que ajudam a resolver os dilemas que surgem. E mesmo que os fatos pareçam saídos de um filme, as soluções para esses problemas são incrivelmente reais e fundamentadas no direito.

 
 
 

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